AI Regulation & Policy
Jun 21, 2026

Resumo do dia
A governança de IA está sendo moldada principalmente nos bastidores de gabinetes ministeriais e fóruns internacionais, longe do escrutínio público, enquanto empresas como Amazon resistem à supervisão humana argumentando que prejudica eficiência. IBM e ServiceNow competem para dominar o mercado de governança de IA autônoma, enquanto associações de varejo europeia buscam isenções das regras de transparência da UE para conteúdo gerado por IA, e a KPMG alerta que conselhos administrativos estão despreparados para os riscos crescentes dessa tecnologia não-determinística.
Principais notícias
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A maior parte do trabalho em governança de IA ocorre invisível, em gabinetes ministeriais e fóruns internacionais, não em comunicados públicos.
O que aconteceu: Um analista descreveu dois tipos de trabalho em governança de IA — o visível (comunicados à imprensa, cartas abertas) e o invisível (trabalho dentro de gabinetes ministeriais, instituições nacionais e fóruns internacionais). O texto argumenta que uma grande parte do trabalho que importa em governança de IA tem sido invisível, particularmente no ramo executivo. Por que importa: A comunidade que acompanha governança de IA tende a focar no trabalho intelectual e público, criando um viés contra tipos de trabalho invisível. Isso significa que o impacto real da governança pode não ser visível para quem realmente importa — os tomadores de decisão dentro das instituições.
Ponto de atenção: O autor menciona hesitações sobre replicar modelos de governança como ControlAI em países como França, sugerindo que estratégias visíveis nem sempre funcionam da mesma forma em contextos institucionais diferentes.
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Amazon se posiciona contra governança de IA com supervisão humana, argumentando que isso prejudica a eficiência dos sistemas.
O que aconteceu: Amazon expressou oposição à abordagem de governança de inteligência artificial que depende de supervisão humana nas decisões de sistemas de IA. Por que é importante: A posição da Amazon reflete uma tensão entre o desejo de maximizar a autonomia e velocidade dos sistemas de IA versus as preocupações sobre a necessidade de controle humano e responsabilidade nas operações baseadas em IA.
Ponto de atenção: Este desacordo sobre como governar sistemas de IA pode influenciar como grandes empresas de tecnologia implementam estes sistemas no futuro e pode gerar debate regulatório sobre o equilíbrio entre automação e supervisão.
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IBM e ServiceNow estão disputando o controle do mercado de governança de IA autônoma, com ambas as empresas posicionando suas plataformas como soluções centralizadas para gerenciar agentes de IA.
O que aconteceu: IBM e ServiceNow estão competindo para se estabelecerem como líderes na governança de IA autônoma — o gerenciamento centralizado de agentes de IA (sistemas que tomam decisões e realizam tarefas de forma independente) nas operações empresariais. Por que importa: A governança de IA autônoma está se tornando uma prioridade crítica para as empresas à medida que ampliam o uso de agentes de IA. Quem controlar essa infraestrutura de governança pode definir como as organizações monitoram, controlam e garantem a segurança desses sistemas — um papel semelhante ao que plataformas como ServiceNow estabeleceram para fluxos de trabalho tradicionais.
Ponto de atenção: O resultado dessa disputa determinará qual plataforma se tornará o padrão de mercado para empresas gerenciarem seus agentes de IA, impactando tanto a adoção quanto a arquitetura futura de sistemas autônomos corporativos.
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Associação de varejo europeia pede isenção para anúncios com IA gerada, desafiando definição vaga de deepfakes na regulação da UE.
O que aconteceu: A Eurocommerce, associação comercial que representa Amazon, H&M e IKEA, quer que conteúdo publicitário gerado por IA fique isento das regras de transparência da Lei de IA da UE. Segundo a associação, imagens de salas de estar geradas por IA para vender sofás não são deepfakes. A Zalando informou que 90 por cento do conteúdo de marketing em sua plataforma já é gerado por IA. Por que importa: A ausência de uma definição clara do que é um deepfake na regulação europeia está criando brechas que permitem aos varejistas contornar regras de transparência. Isso afeta consumidores que podem não saber que estão vendo conteúdo criado por máquinas em vez de fotografias reais de produtos.
Ponto de atenção: O conflito sugere que a legislação da UE pode estar desatualizada em relação às práticas atuais de marketing com IA, deixando questões importantes sobre a definição regulatória de deepfakes em aberto.
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KPMG alerta que conselhos de administração estão despreparados para os riscos da IA, que funciona de forma não-determinística e muda rapidamente.
O que aconteceu: A KPMG, em parceria com o INSEAD, publicou um guia de princípios e boas práticas de governança voltado para conselhos de administração corporativos. O documento reconhece que a governança empresarial tradicional foi construída para um mundo determinístico, enquanto a IA é probabilística, rápida e já está embutida nos processos principais das organizações. Por que importa: Conselhos precisam entender que a IA introduz um novo tipo de risco — sua natureza imprevisível e a velocidade de mudança exigem supervisão diferente daquela que funciona para negócios tradicionais. Sem ajustar a forma como supervisionam, diretos podem estar dormindo diante de ameaças e oportunidades que já estão presentes nas operações.
Ponto de atenção: O guia foi desenvolvido como resposta a essa lacuna de preparação nos conselhos de administração, sinalizando que essa é uma preocupação estratégica para líderes corporativos que buscam navegar a transformação digital com responsabilidade.
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Associação de varejistas europeus pede isenção de regras de transparência da UE para anúncios gerados por IA
O que aconteceu: A Eurocommerce, associação que representa varejistas como Amazon, H&M, Inditex e Ikea, enviou carta à chefe de tecnologia da UE Henna Virkkunen pedindo para excluir anúncios gerados por IA da Lei de IA da União Europeia. A lei, em vigor desde 2 de agosto, obriga empresas a rotular claramente quando IA foi usada para gerar ou modificar imagens, vídeos ou áudio que constituem "deepfakes". A Eurocommerce argumenta que anúncios com IA que não pretendem enganar usuários não devem ser enquadrados como "deepfakes". Por que é importante: A regulação da UE impõe obrigações de transparência rigorosas sobre uso de IA em conteúdo visual e audiovisual. Para os varejistas, isso pode significar custos operacionais mais altos e processos de conformidade mais complexos ao usar IA em campanhas publicitárias. O posicionamento da associação reflete a tensão entre proteger o consumidor de conteúdo enganoso e permitir inovação publicitária nas empresas.
Ponto de atenção: A decisão de Virkkunen sobre como interpretar a definição de "deepfake" na lei pode determinar se anúncios com IA necessitam de divulgação obrigatória. A carta foi enviada quinta-feira e vista por Reuters na sexta-feira, sinalizando que essa questão está em discussão imediata com reguladores.
Em breve
Acompanhe de perto como a UE refinará sua interpretação de "deepfake" sob a liderança de Virkkunen, uma decisão que determinará se anúncios com IA exigirão divulgação obrigatória e que refletirá a lacuna entre legislação existente e práticas atuais de marketing. Simultaneamente, observe qual plataforma de governança de agentes de IA emergirá como padrão de mercado, pois esse resultado moldará como grandes empresas de tecnologia implementarão supervisão em sistemas autônomos e influenciará o debate regulatório global sobre o equilíbrio entre automação e controle humano.
Fontes
- The Invisible Side of AI Governance
- Why Amazon hates 'human-in-the-loop' AI governance
- IBM Vs ServiceNow, Who Owns Agentic AI Governance?
- The EU doesn't really know what a deepfake is, and that's becoming a problem for retail
- Boards are sleepwalking into the AI era. KPMG’s global risk chief has a survival guide
- AI-generated ads should be exempt from EU transparency rules, retail association says
- AI Governance Cannot Be a Tool Call
- The week that changed AI: Inside Trump’s Anthropic crackdown, and how a phone call from Amazon CEO Andy Jassy triggered the chaos
- Is ServiceNow (NOW) Quietly Becoming the Core Orchestrator of Enterprise AI Governance?
- OpenAI is bringing on some big guns in the lead-up to its IPO
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