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Robotics

Jun 18, 2026

Robotics

Resumo do dia

A Tesla está a redirecionar um investimento de 25 mil milhões de dólares para robótica e inteligência artificial, afastando-se da produção de carros. A Richtech Robotics lançou uma transmissão ao vivo 24 horas por dia com o seu robô humanoide ADAM, permitindo que qualquer pessoa no mundo interaja com ele em tempo real. Nos Estados Unidos, o governo enfrenta dificuldades para fabricar drones em escala suficiente para manter a liderança no setor de defesa.

Principais notícias

  1. 1

    Tesla investe 25 mil milhões de dólares em robótica e IA, deixando os carros em segundo plano

    A Tesla, conhecida pelos seus veículos elétricos, está a redirecionar o seu maior plano de investimento em capital (ou seja, o dinheiro gasto em infraestrutura e equipamentos) para robótica e inteligência artificial — e não para a produção automóvel. A empresa aposta que o robô humanoide Optimus e os sistemas de IA serão o seu principal negócio no futuro, tornando-a potencialmente uma das empresas mais subvalorizadas do setor tecnológico em 2026.

    Se a Tesla tiver sucesso, os robôs humanoides (máquinas com forma humana que executam tarefas físicas) poderão aparecer em fábricas, hospitais e casas mais cedo do que se esperava — mudando o mercado de trabalho em setores como logística e manufatura.

  2. 2

    Richtech Robotics transmite ao vivo o seu robô humanoide ADAM 24 horas por dia para o mundo inteiro

    A Richtech Robotics, empresa americana de robôs de serviço, lançou a 18 de junho de 2026 uma plataforma de transmissão ao vivo onde qualquer pessoa pode interagir em tempo real com ADAM, o seu robô humanoide movido por IA da NVIDIA. A iniciativa funciona como uma espécie de 'janela aberta' para o mundo da robótica, permitindo que o público envie comandos e veja o robô responder ao vivo.

    Qualquer pessoa com acesso à internet pode agora 'conversar' com um robô real em funcionamento — uma experiência que até há pouco tempo estava reservada a laboratórios e feiras tecnológicas.

  3. 3

    EUA enfrentam dificuldades para fabricar drones em quantidade suficiente para a defesa nacional

    Um novo memorando presidencial nos Estados Unidos destacou que o país tem dificuldades em produzir drones (veículos aéreos não tripulados) em larga escala, mesmo depois de a administração Trump ter lançado em 2025 a iniciativa 'Drone Dominance' para expandir o uso de drones na defesa. O problema está nas cadeias de fornecimento e na capacidade industrial, não na tecnologia em si.

    Esta limitação pode atrasar a modernização das forças armadas americanas e abrir espaço para que outros países — como a China — mantenham vantagem na produção de drones militares.

  4. 4

    RealSense lança câmara D585 Pro com IA integrada para tornar os robôs mais precisos a 'ver' o mundo

    A RealSense apresentou a câmara de profundidade (um sensor que permite aos robôs calcular distâncias e entender o espaço em 3D) D585 Pro, que usa inteligência artificial diretamente no chip e oferece mais do dobro da qualidade de imagem em comparação com a geração anterior. O dispositivo foi desenvolvido especificamente para robôs, veículos autónomos e sistemas industriais.

    Robôs equipados com esta câmara poderão navegar em espaços mais complexos e realizar tarefas delicadas — como pegar em objetos frágeis ou trabalhar ao lado de pessoas — com muito mais segurança e precisão.

  5. 5

    Stryker lidera adoção de robôs cirúrgicos em clínicas ambulatórias, segundo analistas

    A Stryker, fabricante de equipamentos médicos, está a liderar a expansão de robôs de assistência cirúrgica (máquinas que ajudam cirurgiões a operar com maior precisão) em centros cirúrgicos ambulatórios — clínicas onde se fazem operações sem internamento hospitalar. Segundo a corretora BTIG, a procura por parte dos próprios cirurgiões está a acelerar esta transição.

    Pacientes que precisem de cirurgias de menor complexidade, como intervenções ortopédicas, podem beneficiar de procedimentos mais precisos e seguros em clínicas locais, sem precisar de ir a um grande hospital.

  6. 6

    Robôs humanoides começam a ser avaliados para trabalhos de acabamento de superfícies em fábricas

    A indústria manufactureira está a testar se robôs humanoides (máquinas com forma e movimentos semelhantes aos humanos) conseguem realizar tarefas de polimento, pintura e acabamento de superfícies — trabalhos que exigem movimentos precisos e adaptáveis. Ao contrário dos robôs industriais tradicionais, que são programados para um único movimento repetitivo, os humanoides podem ajustar-se a peças de formas variadas.

    Caso estes testes sejam bem-sucedidos, fábricas de automóveis, aeronaves e mobiliário poderão automatizar tarefas físicas difíceis e prejudiciais à saúde dos trabalhadores humanos.

Em breve

Nos próximos meses, acompanhe os avanços do programa Optimus da Tesla e os resultados dos testes de robôs humanoides em fábricas reais — se as demonstrações laboratoriais se confirmarem em ambiente industrial, o impacto no mercado de trabalho em setores como manufatura e logística começará a ser sentido mais rapidamente do que muitos antecipam.

Fontes

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