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Autonomous Driving

Jun 18, 2026

Autonomous Driving

Resumo do dia

A empresa de IA Decart lançou o Oasis 3, uma ferramenta que cria ambientes de condução virtualmente realistas para treinar carros autónomos — sem precisar de colocar veículos reais na estrada. A Waabi, startup canadiana de camiões autónomos avaliada em mais de mil milhões de dólares, defende que contratar jovens sem experiência no setor pode ser uma vantagem na era da IA. A Qualcomm, fabricante de chips conhecida por estar presente em smartphones, está a expandir a sua tecnologia para robôs humanoides e veículos autónomos.

Principais notícias

  1. 1

    Decart lança simulador ultra-realista para treinar carros autónomos sem sair da garagem

    A empresa de IA Decart lançou em junho de 2026 o Oasis 3, um modelo capaz de gerar horas de imagens de condução fotorrealistas (ou seja, tão parecidas com a realidade que é difícil distinguir do mundo real). O objetivo é permitir que os fabricantes de veículos autónomos testem os seus sistemas de condução em situações simuladas — como chuva intensa ou estradas complicadas — sem precisar de usar carros reais na rua. A ferramenta já está disponível via API (uma forma de os programadores ligarem o Oasis 3 às suas próprias aplicações).

    Treinar carros autónomos até agora exigia milhões de quilómetros percorridos em estradas reais, o que é caro e perigoso. Com simuladores como o Oasis 3, esse processo pode tornar-se mais rápido e seguro — o que pode aproximar a chegada de táxis e camiões sem motorista ao dia a dia.

  2. 2

    Waabi, startup de camiões sem motorista, aposta em jovens sem experiência em vez de veteranos do setor

    Raquel Urtasun, cofundadora e CEO da Waabi (empresa canadiana que desenvolve camiões autónomos, avaliada em mais de mil milhões de dólares), disse à revista Fortune em junho de 2026 que prefere contratar profissionais da Geração Z sem experiência prévia no setor de transportes. A sua lógica: quem nunca trabalhou de uma certa forma não tem resistência a adotar ferramentas de IA desde o início. Urtasun avisou que "o medo pode paralisar a capacidade de abraçar a mudança".

    Para quem procura emprego ou está a gerir equipas, a mensagem é clara: saber usar ferramentas de IA pode valer mais do que anos de experiência num setor tradicional, pelo menos aos olhos de algumas das empresas de tecnologia que mais crescem agora.

  3. 3

    Qualcomm, o fabricante de chips de smartphones, entra no mercado de robôs e carros autónomos

    A Qualcomm, empresa americana conhecida por fabricar os processadores que estão dentro de muitos smartphones Android, anunciou a expansão do seu ecossistema de IA para robôs humanoides e veículos autónomos. A empresa quer que os seus chips — que já estão em telemóveis, computadores portáteis e dispositivos de casa inteligente — passem a alimentar também os "cérebros" dos carros sem motorista e dos robôs que começam a aparecer em armazéns e fábricas.

    A Qualcomm está a posicionar-se para que a mesma tecnologia que faz o seu smartphone funcionar bem também controle o carro autónomo ou o robô que um dia pode fazer entregas ou trabalhos físicos repetitivos.

  4. 4

    Tesla recebe aprovação para o sistema de condução autónoma FSD na Dinamarca

    Em junho de 2026, a Tesla obteve aprovação regulatória para o seu sistema FSD (Full Self-Driving, ou seja, condução totalmente autónoma) na Dinamarca, expandindo a sua presença na Europa. Ao mesmo tempo, Elon Musk revelou que a empresa está a desenvolver uma nova geração de chips de IA (os processadores que permitem ao carro "pensar" e tomar decisões) destinados tanto a veículos autónomos como aos robôs humanoides da empresa, o Optimus.

    Os condutores de Tesla na Dinamarca poderão em breve ter acesso a funcionalidades de condução autónoma mais avançadas; para o resto da Europa, esta aprovação pode ser um sinal de que o FSD está a chegar ao continente mais rapidamente do que se esperava.

  5. 5

    Laboratórios científicos autónomos usam IA para descobrir novos medicamentos sem intervenção humana constante

    Tanto a AWS (serviço de computação em nuvem da Amazon) no AWS Summit 2026 como a startup Radical AI destacaram em junho de 2026 o conceito de "Self-Driving Lab" (laboratório autónomo): laboratórios onde robôs e sistemas de IA realizam experiências científicas de forma independente, sem precisar que um investigador humano esteja presente a cada passo. A ideia é acelerar a descoberta de novos materiais e medicamentos, com a IA a gerir o ciclo completo de experimentação.

    Isto pode significar que novos medicamentos ou materiais inovadores (como baterias mais eficientes) cheguem ao mercado mais rapidamente, porque os laboratórios conseguem fazer em dias experiências que antes levavam meses.

Em breve

Nos próximos meses, vale a pena seguir a expansão do FSD da Tesla para outros países europeus e a adoção do Oasis 3 da Decart por fabricantes de veículos autónomos — se estas ferramentas de simulação forem amplamente adotadas, a chegada de táxis e camiões sem motorista às estradas europeias pode acontecer mais cedo do que o previsto.

Fontes

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